Quer estar informado das últimas actualizações? Subscreva já o serviço de alertas gratuitos. MSN Alerts

2006-04-05

Perdido nos Quartos



E ao minuto 19, o Benfica caiu. Com ele ruiu o sonho, desmoronou-se o castelo de areia, que quase por intervenção divina foi aguentando a imponência, mesmo que erguido sobre terrenos movediços. Repôs-se enfim a ordem no cosmos futebolístico. As estrelas do campeão espanhol cintilaram mais forte. Do lado do campeão nacional, ficaram alguns fogachos de uma campanha que se adivinhava no fim.
>Beto e Ronaldinho: os grandes desequilibradores da eliminatória
E bem que o Benfica poderia ter caído mais cedo, não fora o penalty defendido por Moretto ou (não convém muito dizê-lo) falhado por Ronaldinho Gaúcho. Claro, era previsível, como adiantara Ronald Koeman, o penalty que ficara por marcar em plena área do Barça no jogo da 1ª mão, a acontecer em Nou Camp e favorável aos da casa, não suscitaria qualquer dúvida ao juíz de linha. Foi o que aconteceu. Contudo, convém dizê-lo, o Barcelona foi indubitavelmente superior nas duas mãos pelo vendaval atacante que evidenciou, uma equipa que aliás reúne por esta altura, à semelhança do Real Madrid de Luís Figo, uma linha avançada capaz de deixar qualquer defesa encalacrada. Na selva de Nou Camp vingou a lei do mais forte. O Benfica parecia uma criança perdida no seu próprio quarto. Só à passagem dos 60 minutos descobriu a chave para o sucesso: Miccoli foge à marcação, cruza largo para a entrada de Simão, que à saída do guardião Valdès remata às malhas laterais. Gritou-se "GOLO!", mas foi uma ilusão de segundos. Perdidas escandalosas destas costumam pagar-se caro.
O quase-golo de Simão explica em parte a diferença abismal existente entre as duas equipas. Naquela situação, a precisar de marcar, Ronaldinho Gaúcho (bruxo!) não desdenharia a oportunidade, ao contrário do penalty falhado aos 6 minutos. No fundo, o que custou mais até nem foi falhar golos, mas a forma subserviente como entregamos a eliminatória ao adversário -os dois golos do Barça nascem de duas perdas de bola, uma de Beto, outra de Petit (!).
Para a história fica a vitória moral (mais uma), aquele sentimento tão lusitano do "poderíamos ter ido mais além". E foram. Ultrapassaram até as expectativas do mais optimista. Para quem ia ser o bombo da festa...
Levantem a cabeça, rapazes, enxuguem essas lágrimas que para o ano há mais!


Powered by Blogger

Contacto: purocatenaccio@gmail.com