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2006-03-10

A primeira desilusão







Foi cinzenta, apática, surpreendente, mole, frustrante e descolorida a eliminação do Chelsea perante os verdadeiros galácticos de Barcelona. Se Mourinho nos habituou a ser e a ter ambição sem limites visíveis a olho nú, a exibição e a planificação do jogo frente aos catalães foi um duro golpe na reputação endeusada com coragem e argumentos reais do Sir Jose.
Houve também, de facto, algumas condicionantes importantes nesta eliminatória mas Mourinho habituou-nos a ver estas adversidades como lanças de ataque que giravam 180º, direitinhos ao oponente. Não conseguiu e pior ainda deixou no ar, a partir de determinada altura, a impressão de desistência, de toalha no chão. Foi demasiado natural a vitória de alguém sobre o setubalense, e a última memória que tenho de algo parecido foi a vitória do Belenenses sobre o F.C.Porto por 3-0.

Esperar na primeira parte por uma bola parada, dar a iniciativa de jogo ao adversário para lhe apanhar espaço nas costas, estrategicamente querer apanhar o Barcelona distraido, há jogadores em nítido abaixamento de forma, o àrbrito cortava todo e qualquer lance de ataque; sim, certo compreende-se mas na segunda parte teria que fazer algo mais. Mudar jogador por jogador sem trocar para uma táctica mais ofensiva ficou na memória de todos, utilizar Huth como avançado denota alguma escassez de meios, no Chelsea?, e de opções capazes de uma Liga dos Campeões que ele próprio já ganhou e sabe mais que ninguém como fazê-lo novamente.

Tacticamente esteve também longe das melhores leituras de jogo, a sua especialidade mor, denotou pouco nervo e atrevimento para quem tinha de marcar dois golos.

Eu?! faria diferente:
*trocava de posição entre o Gallas e o Paulo Ferreira no intervalo ( o Ronaldinho deu cabo dele)
*aos 30' punha o Robben à esquerda para aproveitar o a maior lentidão do Oleguer -provavelmente o elemento menos consistente e sem dúvida o ponto mais fraco desta belíssima equipa da Catalunha, o Cole no meio e Duff na direita
*não tiraria Drogba mas sim Duff e Cole para abrir definitivamente o jogo aos 70'
* a por Huth na frente, teriam que jogar mais directamente e não continuar a trocar a bola pelo chão
É ano de mundial, será também um apontamento a não esquecer, há jogadores que não quererão perder uma hipótese de vida como essa mas o Chelsea que me fascina não esteve em campo neste dia.
Do outro lado morou um sério candidato ao título europeu, um conjunto recheado de individualidades e organização, e quem tem jogadores como Ronaldinho e Eto'o em forma arrisca-se a isto...
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