Quer estar informado das últimas actualizações? Subscreva já o serviço de alertas gratuitos. MSN Alerts

2005-11-19

Futebol escreve-se com F de Farense


Agora que resido em Faro, o que me faz por assim dizer parte desta cidade, é com enorme desagrado que recebo a notícia que há muito pairava no ar: a extinção do futebol profissional do Sporting Clube Farense. Clube-baluarte nas últimas duas décadas do futebol algarvio, habituou-nos à excelência da sua cultura futebolística, nomeadamente desde que por lá passou essa lenda viva chamada Paco Fortes, cujo bom trabalho realizado culminou com a primeira e única presença numa prova europeia na década de 90 (se bem que foi o rival Portimonense o primeiro clube algarvio a atingir esse feito, salvo erro na já distante época 1985/86). Acrescente-se a isto o facto de haver um estádio fantástico completamente às moscas que, julgo, apenas recebe jogos do vizinho Louletano, além dos da selecção nacional, para o panorama ser ainda mais dramático. Para termos uma visão de quão grave é a situação do futebol português, ateste-se o exemplo da Fiorentina em Itália: abriu falência, mudou de nome e foi, tal como o Farense, relegado para os escalões inferiores. Contudo, e tal como Lázaro, a Fiorentina ressuscitou e em apenas duas temporadas ei-la regressada à série A, onde até há bem pouco tempo pontificava o nosso conhecido Miccoli. Ou seja, boas gestões dão, mais cedo ou mais tarde, os seus frutos. O Nápoles é apenas a outra face visível do problema. Ao que parece queda-se pela série C, sem grandes progressos...
Claro que nem o Farense é a Fiorentina (possui vistoso palmarés), nem Portugal é Itália, se bem que neste país o futebol começa a apresentar sintomatologias que ajudaram a agudizar o nosso, como a falta de espectadores. À míngua de recursos financeiros que solvessem de vez o problema (o Farense devia dinheiro a antigos jogadores, por isso não podia inscrever jogadores e jogava com os juniores), a solução mais viável foi fechar portas. Se a maioria dos clubes tivesse tomado esta posição mais cedo, o Sporting Clube Campomaiorense há anos atrás foi o primeiro a fazê-lo, esta crise não tinha atingido as proporções desmedidas. E isto é apenas a ponta do icebergue. De facto, o rei vai nu, e urge fazer alguma coisa rapidamente, sob pena de a conjuntura vir a agravar-se ainda mais. Para quando campeonatos profissionais com 10/12 equipas, a três voltas com o último jogo a ser disputado em campo neutro? Fica o recado para a classe pensadora do futebol indígena...


1 Comments:

At 4:58 da tarde, Blogger António Rosa said...

De facto, Jorge,não poderia concordar mais com as tuas linhas mas quero também lançar outro dado. Nas provas organizadas pela federação, II Divisão Nacional e III Divisão há calendários perfeitamente idiotas e ridículos que ajudam na descaracterização final do futebol Português. A II Divisão está dividida em quatro zonas e se um clube ganhar todos os jogos pode ainda assim não subir?! Incrível não? Há uma poule para apurar 2 clubes que sobem... Na III Divisão descem 6 clubes por série mais um nooutra poule de apuramento. Querem brincar com quem? Preferem o futsal porque tem menos despesas, jogadores??
Há equipas na II Divisão que passam um mês inteiro sem fazer um jogo em casa!
Onde terão os clubes essas receitas em falta? na TV? quem paga os ordenados desses mês aos jogadores? recebem só uma semana, a que jogaram devido aos jogos de preparação da selecção AA? Estes dirigentes só podem ser chamados de assassínos do futebol Português, o amador, onde surgem os Figos, Futres e companhia. Haja paciência para estes idiotas!!
Tó Rosa

 

Enviar um comentário

<< Home


Powered by Blogger

Contacto: purocatenaccio@gmail.com