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2006-05-21

Um olhar sobre as divisões inferiores



Porque o futebol se constrói de trás para a frente, eis uma palavra de apreço para o glorioso Ginásio Clube de Alcobaça pelo magnífico 11º lugar conquistado na Série D da III Divisão do futebol indígena. Esta façanha tem duplo significado: não só porque é reveladora de uma época sem sobressalto, onde o espectro da descida nunca esteve realmente presente, como veio pôr cobro à malapata do sobe-e-desce, que se vinha manifestando ano após ano. Se tomarmos em consideração o facto dos "históricos" Marinhense e Beneditense não terem ido além do 12º e 14º posto da classificação, respectivamente (tendo este último inclusive descido de divisão), o Ginásio fez de facto um grande campeonato, onde apenas ficou a 17 pontos da subida.
Criada a devida estabilidade na 3ª Divisão, é legítimo pensar mais alto e sonhar com a subida de escalão, Alcobaça é uma terra com história que precisa de ser novamente colocada no mapa desportivo nacional. O primeiro passe foi feito. Falta a conclusão. De preferência, de cabeça.


2006-04-16

São Tiago



Tiago faz parte desde hoje do panteão de jogadores portugueses que tiveram (mais) sucesso além-fronteiras.
> Tiago, o semblante do sucesso.
Desde que saiu do Benfica em 2003/04, onde se despediu com grande conquista para o clube encarnado (a Taça de Portugal), foi sempre a somar: campeão de Inglaterra e vencedor da Taça da Liga 2004/05 pelo Chelsea; e agora ainda na senda da veia vitoriosa de Mourinho, junta a tão vasto currículo o título de campeão de França pelo Olympique de Lyon, clube que parece ter descoberto a quintessência do futebol. A estas horas, por certo Tiago estará a cantar vitória ao som de Zeca Afonso "Venham mais cinco".
Para completar estes 3 anos "sempre a bombar", só um brilharete da Selecção Nacional no Mundial da Alemanha - seria efectivamente a cereja no topo do bolo.
Contrastando com esse binómio qualidade/quantidade, está Cristiano Ronaldo. É certo que conquistou pelo Man. Utd. dois importantes títulos (Taça da Inglaterra e Taça da Liga), mas falta-lhe sagrar-se campeão pelo clube. E se partirmos do princípio que Mourinho continua igual a si próprio nas próximas épocas nos blues, quase que aconselho o madeirense a procurar fortuna numa liga mais competitiva (Espanha?), ou vê-se na iminência de seguir os passos de Rui Costa, que só depois dos 30, e após longo tirocínio em Florença, logrou grandes conquistas, como a Série A e a Liga dos Campeões.
De Tiago ninguém lhe pode dizer que passou ao lado de uma grande carreira, e sim que passeou braço dado com o sucesso. Se na Liga dos Campeões só caiu aos pés do poderoso Milan, já no términus da partida, na Ligue1 simplesmente não deu hipóteses à concorrência, um pouco a la Mourinho. O feito do Lyon toma contornos épicos, visto o penta-campeonato ser contra-natura em França: todos os anos a esta parte houve um campeão diferente.
Ficar na história do clube e do futebol francês, é para já a grande conquista deste minhoto que um dia passou, menino e moço, pelo Benfica...


2006-04-05

Perdido nos Quartos



E ao minuto 19, o Benfica caiu. Com ele ruiu o sonho, desmoronou-se o castelo de areia, que quase por intervenção divina foi aguentando a imponência, mesmo que erguido sobre terrenos movediços. Repôs-se enfim a ordem no cosmos futebolístico. As estrelas do campeão espanhol cintilaram mais forte. Do lado do campeão nacional, ficaram alguns fogachos de uma campanha que se adivinhava no fim.
>Beto e Ronaldinho: os grandes desequilibradores da eliminatória
E bem que o Benfica poderia ter caído mais cedo, não fora o penalty defendido por Moretto ou (não convém muito dizê-lo) falhado por Ronaldinho Gaúcho. Claro, era previsível, como adiantara Ronald Koeman, o penalty que ficara por marcar em plena área do Barça no jogo da 1ª mão, a acontecer em Nou Camp e favorável aos da casa, não suscitaria qualquer dúvida ao juíz de linha. Foi o que aconteceu. Contudo, convém dizê-lo, o Barcelona foi indubitavelmente superior nas duas mãos pelo vendaval atacante que evidenciou, uma equipa que aliás reúne por esta altura, à semelhança do Real Madrid de Luís Figo, uma linha avançada capaz de deixar qualquer defesa encalacrada. Na selva de Nou Camp vingou a lei do mais forte. O Benfica parecia uma criança perdida no seu próprio quarto. Só à passagem dos 60 minutos descobriu a chave para o sucesso: Miccoli foge à marcação, cruza largo para a entrada de Simão, que à saída do guardião Valdès remata às malhas laterais. Gritou-se "GOLO!", mas foi uma ilusão de segundos. Perdidas escandalosas destas costumam pagar-se caro.
O quase-golo de Simão explica em parte a diferença abismal existente entre as duas equipas. Naquela situação, a precisar de marcar, Ronaldinho Gaúcho (bruxo!) não desdenharia a oportunidade, ao contrário do penalty falhado aos 6 minutos. No fundo, o que custou mais até nem foi falhar golos, mas a forma subserviente como entregamos a eliminatória ao adversário -os dois golos do Barça nascem de duas perdas de bola, uma de Beto, outra de Petit (!).
Para a história fica a vitória moral (mais uma), aquele sentimento tão lusitano do "poderíamos ter ido mais além". E foram. Ultrapassaram até as expectativas do mais optimista. Para quem ia ser o bombo da festa...
Levantem a cabeça, rapazes, enxuguem essas lágrimas que para o ano há mais!


2006-03-10

A primeira desilusão







Foi cinzenta, apática, surpreendente, mole, frustrante e descolorida a eliminação do Chelsea perante os verdadeiros galácticos de Barcelona. Se Mourinho nos habituou a ser e a ter ambição sem limites visíveis a olho nú, a exibição e a planificação do jogo frente aos catalães foi um duro golpe na reputação endeusada com coragem e argumentos reais do Sir Jose.
Houve também, de facto, algumas condicionantes importantes nesta eliminatória mas Mourinho habituou-nos a ver estas adversidades como lanças de ataque que giravam 180º, direitinhos ao oponente. Não conseguiu e pior ainda deixou no ar, a partir de determinada altura, a impressão de desistência, de toalha no chão. Foi demasiado natural a vitória de alguém sobre o setubalense, e a última memória que tenho de algo parecido foi a vitória do Belenenses sobre o F.C.Porto por 3-0.

Esperar na primeira parte por uma bola parada, dar a iniciativa de jogo ao adversário para lhe apanhar espaço nas costas, estrategicamente querer apanhar o Barcelona distraido, há jogadores em nítido abaixamento de forma, o àrbrito cortava todo e qualquer lance de ataque; sim, certo compreende-se mas na segunda parte teria que fazer algo mais. Mudar jogador por jogador sem trocar para uma táctica mais ofensiva ficou na memória de todos, utilizar Huth como avançado denota alguma escassez de meios, no Chelsea?, e de opções capazes de uma Liga dos Campeões que ele próprio já ganhou e sabe mais que ninguém como fazê-lo novamente.

Tacticamente esteve também longe das melhores leituras de jogo, a sua especialidade mor, denotou pouco nervo e atrevimento para quem tinha de marcar dois golos.

Eu?! faria diferente:
*trocava de posição entre o Gallas e o Paulo Ferreira no intervalo ( o Ronaldinho deu cabo dele)
*aos 30' punha o Robben à esquerda para aproveitar o a maior lentidão do Oleguer -provavelmente o elemento menos consistente e sem dúvida o ponto mais fraco desta belíssima equipa da Catalunha, o Cole no meio e Duff na direita
*não tiraria Drogba mas sim Duff e Cole para abrir definitivamente o jogo aos 70'
* a por Huth na frente, teriam que jogar mais directamente e não continuar a trocar a bola pelo chão
É ano de mundial, será também um apontamento a não esquecer, há jogadores que não quererão perder uma hipótese de vida como essa mas o Chelsea que me fascina não esteve em campo neste dia.
Do outro lado morou um sério candidato ao título europeu, um conjunto recheado de individualidades e organização, e quem tem jogadores como Ronaldinho e Eto'o em forma arrisca-se a isto...
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2006-02-02

Chelsea, Juventus e O.Lyon


Após a escolha da equipa da primeira volta do campeonato Português, pensei ser também interessante a escolha de um onze fantástico de 2005, internacional com proeminência no futebol Europeu, afinal aquele que é mais visto e apetecível. Sendo a Liga dos Campeões uma montra inigualáve a nível de Clubes, e um sonho de L.F.V. e camarada Veiga, apresento em primeira mão a minha equipa para ganhar a Liga dos Campeões:

Petr Cech, Cicinho, John Terry, Nesta e Roberto Carlos; Juninho Pernambucano, Frank Lampard, Ronaldinho Gaúcho e Pavel Nedved; Z. Ibraimovic e Samuel Eto'o.
Outros Jogadores: Dida, R.Carvalho, Makalele, Kaka, Deco, Shevchenko e Fred.
Treinador: The Special One e Fabio Capello

Com esta defesa e este meio-campo os avançados até poderiam ficar ao vosso critério já que o volume de jogo produzido a partir de trás e a segurança defensiva que demonstram estes jogadores, praticamente secundarizam a escolha dos dianteiros.

Para este ano, a minha escolha para o vencedor da Campions reduzem-se a três equipas:
Chelsea- mais palavras para quê?
Juventus- máquina que mistura bem a qualidade técnica do conjunto com a habitual matreirice italiana. Recheada de jogadores primorosos e que fazem do controlo da bola a arma defensiva por excelência, impedindo o adversário de atacar e comandadas por um treinador espectacular que não é o mais mediático da Europa devido á bombástica carreira de José.
O.Lyon- a minha semi-surpresa para ganhar a edição deste ano. Colectivamente tão fortes como Chelsea mas com um caudal ofensivo capaz de enervar qualquer equipa italiana. Os seus ataques rápidos, furtivos e mortíferos destroem mentalmente uma equipa que pense em abrir o jogo para marcar um golo.

Porquê a imagem do Juninho Pernambucano? Para relembrar àqueles comentadores do futebol Português, que desgraça!!, que um médio é tão importante a destruir jogo e recuperar bolas como a marcar o ritmo da equipa, fazendo a circulação de bola, variando passes longos e curtos com a mesma eficácia e mais importante ainda resolvendo jogos a marcar golos.
Como muitas vezes se esquecem do Pernambucano, aqui fica a dica para verem os livres decisivos marcados pelo Juninho.
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2006-01-20

"Golden League"


Último dia de campanha... só me ocorre um sentimento: alívio!
Olhando para este frenesim de palavras e contactos das campanhas eleitorais, surgiu-me a metáfora mais comum: a corrida eleitoral! Daí ao atletismo é uma sprint de 100m. Imediatamente me ocorreu o nome de uma das provas mais importantes do atletismo mundial, a seguir aos Jogos Olímpicos e aos Mundiais, a Golden-League. O próprio nome é provocador e vai de encontro ao sentimento de muitos, da maioria, de quase todos os portugueses. O mais curioso é que na Golden-League os vencedores são premiados com barras de ouro, mas já não vou por aí...
Fica o registo dos atletas, quase todos veteranos com excepção da esperança Francisco Louçã, e qual o seu papel nesta prova de resistência sobre-humana:

Garcia Pereira: o maratonista
Honra lhe seja feita! Ninguém corre mais do ele. Ficará para a História como “Pheidippides do MRPP”. É a reencarnação desse combatente grego que, depois da batalha de Maratona, correu para Atenas para avisar da vitória gritando "Nós somos vencedores". Grita frequentemente a mesma expressão em relação aos trabalhadores e acredito que ainda corre em busca desse momento. Imagina-se no Estádio Nacional, no pódio, com a banda militar do Exército a tocar a Internacional. Agora não sei se isso será adequado a um maoísta... é melhor pensarmos já nisso para não gerarmos nenhum acidente diplomático. Será ainda organizador das corridas vermelhas destinadas a todos os gestores de multinancionais e empresas púbicas e privadas nacionais. Um evento ao nível das melhores nacionalizações do 25 de Abril.

Jerónimo e Louçã: os 3000 m obstáculos
O primeiro busca as televisões, mas elas não querem nada do seu clube, o segundo procura-as e elas aderem aos seus requintes técnicos, à forma como aborda os obstáculos e acelera os ritmos da corrida. Louçã é um atleta simpático que acolheu a participação africana de braços abertos nas competições internacionais, é recorrente ouvir-se-lhe a frase: Perdi, mas ainda bem que foi para um irmão marroquino. O público gosta do lado altruísta, mas também do lado rebelde com que ataca os atletas norte-americanos favorecidos pelo capitalismo canibal.
Jerónimo é o típico atleta da corrida de São Silvestre, saíndo de casa na noite de passagem de ano para ir correr com os camaradas que corriam à frente da PIDE, essa grande escola do meio fundo português. Troca uma medalha por uma fatia de broa com sardinha. Para além de atleta tem revelado uma enorme capacidade de gestão desportiva, à frente da associação recreativa de Pires-Coxe, a seguir com atenção na próxima maratona de Boston.

Mário Soares: a lebre
Assumiu este papel com enorme brilhantismo, procurando encurtar as distâncias para o líder andando num ritmo que já não é o seu e perante a indiferença do público. Desgastou o principal adversário com as suas corridas livres por todo o país. O seu trabalho nunca será devidamente valorizado pelo eventual segundo classificado, que considerará sempre que, depois do 25 de Abril, nunca houve nenhum atleta como ele próprio. A consolação do segundo lugar, a acontecer, será semelhante a um prémio carreira.

Alegre: o meio fundista
Partiu como os quenianos de outros tempos, descalços sobre o tartan, de equipamento pouco talhado para alta competição, mas com coração e risco marcou um ritmo estável, na esperança de chegar à finalíssima. Noutras circunstâncias, poderia mesmo ter sido um atleta de estafetas, assim tivesse Mário Soares passado o testemunho. Assumiu o estratégico papel de o melhor atleta do Portugal pós-25 de Abril. Comparável só as medalhas de Carlos Lopes, mas este é de direita, e Rosa Mota, mas esta é socialista apesar de ser do PS e para além disso sempre apoiou Mário Soares noutras corridas quando ele sempre foi contra...
Da sua participação nesta corrida ficam dados preocupantes, como o tempo que demorou a aquecer revelando ser homem para trajectos mais curtos e as perigosas divergências com as corridas do governo. Não perderia a hipótese de cravar os pitons ou pregos da sua sapatilha nos calcanhares do primeiro dos ministros.

Cavaco: o velocista
A figura esguia não engana. Passada larga ma trajecto curto que as corridas de outros tempos à muito foram trocadas pelas cadeiras da universidade. Foge das corridas maiores porque tem receio que as conversas com os jornalistas tenham de ter uma relação com o tamanho da prova, algo que já deveria ter sido desmentido por um dos seus múltiplos treinadores. Desconfio mesmo que a sua preparação tenha sido feita no centro de alta competição de Madrid, conjuntamente com Obikwelu, daí o cartaz de Soares... elementar meus caros. Uma das suas primeiras medidas será fazer um corredor entre Belém e a Ajuda e reallizar o 1.º Crosse Internacial Ajuda a Belém. Terá mesmo desenvolvido contactos com Carlos Móia, mas esse deve ser Soarista, o nome melhor colocado será João Lagos, homem com experiência em travessias do deserto e clubes falidos.

É só escolher... mas acredito que não seja fácil perante atletas desta estirpe!
[texto integral em Capela Sistina]


2006-01-11

E depois do Natal


Após a primeira volta da liga betandwin, consideremos a tendência no futebol Português.
Cada vez mais jogadores estrangeiros, os velhos do Restelo continuam agarrados ao trono e ao poder, as assistências são paupérrimas salvo algumas excepções, menos golos marcados logo pior espectáculo, o preço dos bilhetes que só estão ao alcance das bolsas dos espanhóis e pior que tudo, o descrédito é cada vez maior. Como não bastavam as guerrilhas do costume, o exemplo do aeroporto é o ecludir total da pouca esperança que ainda tinha. É o espelho dos dirigentes portugueses que ainda pedem mais gente nos estádios. Para isto?! Eu não.

Mas como tudo na vida à excepções, e no futebol os jogadores continuam a ser a parte mais importante deste desporto.

Fazendo uma breve análise, destaco principalmente três clubes e por diferentes razões; o Nacional que tem surpreendido pela contínua resistência, não é nenhum fogacho, o V.Setúbal pelos motivos já conhecidos e o E.Amadora que com um orçamento igual a uma 4ªdivisão italiana ou inglesa faz milagres com os resultados visíveis, é com certeza mão de um excelente treinador.
Pela negativa assinalo a campanha realizada pelo Penafiel e surpreendentemente Belenenses e V.Guimarães. Aliás, mais estranho de realçar porque Luis Castro, Carvalhal e J.Pacheco têm demonstrado aptidões assinaláveis enquanto treinadores, no entanto os resultados são sempre os principais adversários.Assim resolvi premiar a vertente humana mais digna, ou seja os treinadores e jogadores que serão sempre os obreiros da minha ida a um estádio de futebol.
Equipa da 1ªvolta
Bruno Vale; Nelson, Nunes, Luisão e Miguelito; Petit, Lucho González, Benachour e Quaresma; Marcel e Nuno Gomes.
No banco:
Moretto, Nem, Paulo Assunção, Simão, Lisandro Lopez, Liedson e André Pinto.

Melhor Treinador: Manuel Machado e Toni
Melhor Jogador: Quaresma
Melhor Defesa: Nunes
Melhor Médio: Lucho Gonzalez
Melhor Avançado: Marcel
Revelações: Nelson e Nani
Confirmações: Bruno Vale e José Castro
Prémio competitividade: Ginásio de Alcobaça e Fiães S. Clube
Prémio disciplina: Paulo Bento
Melhor comentador: Joaquim Rita e José Nunes

Melhor árbitro: perguntem ao Luis Guilherme
Prémio pnico dourado: Chumbita Nunes
Prémio porquê?: Beto (benfica)
Prémio Trabalho: FPF durante o Natal
Treinador mais teimoso: Ronald Koeman e Co Adrianse

Bom ano a todos, sem esquecer Ovarense, Estoril, Marco, Maia e tantos outros
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2005-12-10

E à 6ª jornada da Champions fez-se luz...


Escrevo estas linhas na ressaca da vitória memorável do Benfica, 4ª feira passada ante o poderoso(?) Man. United, jogo que por motivos profissionais me foi impossível acompanhar via TV.
Quem também ainda não se recompôs do resultado dessa contenda, e salvaguardadas as devidas distâncias, foi um tal de Jorge Nuno, presidente dessa colectividade além-Douro, que agora se me escapa o nome. Diz o referido senhor que, e passo a citar: "Somos, de facto, um clube diferente. Porque mesmo tendo conquistado a taça de campeão do Mundo, coisa que mais ninguém neste País conseguiu, e tendo vencido o Chelsea na Liga dos Campeões, que agora só tem mais 10 pontos que o poderoso Manchester United, dizem que fizemos uma época frustrante, ao passo que a vitória do Benfica aos ingleses foi um acto fabuloso e que ficará na história escrito a tinta vermelha". Avivo-lhe a memória sr. Jorge Nuno: 1º- se o Benfica não logrou vencer a Taça InterContinental foi porque se calhar jogou à data (1962) contra a melhor equipa do planeta, onde jogava o mítico Pelé (derrotas por 2-3 e 2-5), o mesmo não será dizer do Onze do Caldas, ou lá como se chamava esse clube colombiano, onde o seu melhor, corrijo, o seu jogador mais conhecido era o guarda-redes(!); 2º - a vitória sobre o Man. United teve contornos épicos pois em 4 embates oficiais nunca o Benfica lograra uma vitória ante o colosso inglês, ao que acresce o facto dos red devils necessitarem dos 3 pontos como do pão para a boca, contingência que não estava em jogo nesse célebre Porto 2 Chelsea 1 da época transacta, onde houve mãozinha do Mourinho. Com isto estamos conversados, sr. Jorge Nuno...
Voltando à vaca fria, o Benfica alcançou então uma vitória de todo inesperada, conhecido que é o fatalismo dos adeptos nas alturas das grandes decisões (entre os quais me incluo). Tal como em Old Trafford, os encarnados souberam reagir à adversidade e deram a volta ao marcador, desta feita sem o contributo do seu capitão, Simão Sabrosa, e com a particularidade dos golos terem sido apontados pelos patinhos feios dos adeptos Geovanni e Beto, logo mais 3 razões para tornar a vitória ineludível.
No fim de contas, num grupo bastante equilibrado, onde se marcaram pouquíssimos golos (12) e onde - pasme-se! - o Benfica foi o melhor ataque com 5 golos(!) jogando apenas com Nuno Gomes à frente na maioria dos jogos, contra nomes como Van Nistelroy, Rooney, Fórlan, a maior surpresa acabou por ser o afastamento do lendário MU às mãos de outra lenda do futebol europeu, o Glorioso SLB. Por isso, sr. Jorge Nuno, esta vitória é tão histórica e/ou mesmo mais importante que vitórias contra Once Caldas, Mónacos, Celtiques, porque foi conquistada heroicamente às custas de muito suor e lágrimas, num plantel onde não abundam soluções, coisa que não acontece além-Douro. Eram tantas as soluções que se deram ao lucho de ficar em último num grupo onde só o Inter lhes fazia sombra...
Claro que agora é utópico pensar que o Benfica irá chegar à final da CL e vencê-la, como é desejo expresso de Luís Filipe Vieira. Penso que apenas o fez para espicaçar os jogadores (ora não será esse o grande truque do «special one»?). Só que por vezes estes pedidos megalómanos tê efeitos contraproducentes. Não que o sonho seja impossível de concretizar, mas ao Benfica mais que atitude competitiva falta 4 ou 5 jogadores decisivos e, mais importante, um treinador com T maiúsculo, que não começado por K.


2005-11-25

3-3 nas Competições Europeias


Três Jogos e três empates nesta semana nos encontros das equipas Portuguesas nas provas da UEFA. Em termos de resultados e pontuações estes jogos não vieram mudar em nada o lugar dessas equipas, ambas continuam em último do seu respectivo grupo. Dá que pensar, até o Estrela Vermelha de Belgrado, está em último lugar do grupo, a equipa que bateu o líder isolado da Liga Portuguesa.
Apesar de tudo isto há pormenores que convém esclarecer. Por exemplo o Vitória mais uma vez não teve a experiência e felicidade para segurar os três pontos, o treinador do F.C.Porto teve medo e o sr. Koeman mais uma vez demonstrou a falta de ambição que o caracteriza. Sobre este jogo José Mourinho diria certamente: "Trouxeram o autocarro de Lisboa e estacionaram-no em cima da baliza", não é Cristovão?
Continuo a achar impensável um clube como o Benfica jogar com nove defesas contra o 6º classificado do campeonato francês, em Paris num estádio neutro e com adeptos maioritariamente Portugueses. Pensava que o cúmulo da defesa era Trappattoni com o célebre festejar do empate no jogo com a U.Leiria no ano passado, quando Mantorras marcou o golo a dois minutos do fim. Depois foram-no festejar na bandeirola de canto?! Não fui habituado a ver o Benfica assim a jogar. O Benfica de Isaías, Vitor Paneira, João Pinto, Iuran, Kulkov, Rui Costa,Poborsky e outros, pegavam na bola e corriam na direcção do centro do campo e queriam marcar o segundo. Outros tempos talvez mas eu prefiro perder a tentar ganhar do que a pensar no empate (Manchester-Benfica; que falta faz agora esse pontinho). Sr. Koeman eu não gosto falar mal das pessoas, acho ridículo e pouco sério mas você consegue por o adepto mais pacífico com nervos absolutamente irreais.
Quanto ao F.C.Porto, outro holandês temeroso, acho inacreditável o síndrome pós-Mourinho. Seria um prognóstico previsível mas nunca pensei que desse nisto. Essa era terminou mas deixou dinheiro e prestígio que parece que o sr. Adriaanse faz questão de acabar. Com um plantel destes? Quem tem Hugo Almeida, Quaresma, Diego, Lucho, Lisandro, etc é obrigado a liderar o campeonato nacional e a lutar mano-a-mano com o Inter pelo primeiro ligar do grupo. Até nesse aspecto o Koeman tem desculpa, tem um plantel muito inferior e muito mais curto.
Quanto ao V.Guimarães, segundo rezam as crónicas, jogou bem contra uma equipa muito experiente que ocupa o 5º lugar da Premier League, pena que o Português ainda desconhecido do meio lusitano, Ricardo Vaz Tê, tenha guardado este dissabor em terras de D.Afonso Henriques.
Quero deixar uma pergunta no ar aos curiosos deste simpático e construtivo blog, respondam e se acertarem ganham um jantar pago pelo Cristovão!
#Que têem em comum os jogos V.Guim-Bolton, Estrela Verm.-Braga, Braga- Hearts, Sampdória-V.Setúbal, Hearts-Braga, V.Gui-Visla Cracóvia e Visla Crac.-V.Guimarães?
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2005-11-23

Lobos


 


São espécie protegida em Portugal. Amados por uns e incompreendidos por outros. No entanto, não deixam de exercer o seu fascínio em virtude das suas capacidades furtivas, resistência, astúcia e desprezo pelas regras da sobrevivência. Conseguem persistir contra o maior dos predadores, aquele que quase os levava à extinção. Portugal despertou para os lobos verdadeiros e encarou a sua protecção como um imperativo do país natural. Falta fazer o mesmo para os lobos a que se reporta este texto, a nossa selecção nacional de rugby.
Despertei para este desporto pelas competições de selecções que acontecem todos os anos e que, na minha opinião não têm paralelo no desporto colectivo mundial. Os campeonatos Europa e do Mundo de futebol, acontecem de quatro em quatro anos, mas todos os anos temos o torneio das seis nações na Europa, para além do espectacular torneio das Três Nacões, onde se enfrentam as potências do hemisfério Sul: Austrália, África do Sul e Nova Zelândia. Apesar disso o rugby ou rugbi também tem o seu mundial, precisamente a competição para a qual Portugal disputa o apuramento. Depois de na semana anterior ter vencido, pela primeira vez na sua história, o Uruguai – segunda selecção mais poderosa da América do Sul – Portugal defrontou as Ilhas Fidji, em Lisboa. Os menos familiarizados com o desporto pensarão: “Ilhas quem?!”. Amigos, este conjunto de ilhas representa a nona potência do ranking do International Rugby Board!
Portugal perdeu. No entanto, fez um jogo extraordinário perante uma equipa de profissionais, treinada por aquele que foi considerado, em tempos, o melhor jogador mundial de sevens. No domínio da liderança das equipas, a partir do banco, Portugal tem um treinador que só encontra paralelo no futebol com José Mourinho. Arrisco a comparação sem temores. De alguma forma admiro ainda mais o trabalho do seleccionador Morais. Levar uma equipa a ser campeã da Europa B, ao pódio de mundiais de sevens, num desporto sem estruturas profissionais, com baixo campo de recrutamento, com um campeonato nacional ainda muito centrado nas equipas universitárias, é um facto extraordinário. Logo num desporto que os portugueses, na sua grande maioria, ainda considera um jogo de brutos. Á custa de muito trabalho táctico, espírito de sacrifício, treinos militares com fuzileiros, Tomás Morais construiu uma equipa que tem na sua capacidade de sofrimento a maior virtude. Assim sendo não estranhei ver Portugal, na fase final do jogo, a pressionar as ilhas Fidji, cujos jogadores ressentiam-se de dores musculares, perante a nossa selecção de estudantes, veterinários e outros doutores, que apenas tinham conseguido ter um treino de conjunto durante a semana que antecedeu o embate.
A 5 minutos do final Portugal perdia por 19-17, bastando apenas uma penalidade para passar para a frente. A penalidade apareceu, mas Pedro Leal não conseguiu colocar a oval entre os postes, a mais de 45 m de distância! Era realmente muito longe, mas Portugal tinha-o conseguido contra o Uruguai. Desta vez não foi possível e Portugal não passou para frente e sofreu um ensaio nos minutos finais que colocou o resultado em 26-17. O mais extraordinário foi ver a eficácia de Portugal a defender no interior da sua área de 22 m, a recuperar a posse de bola mesmo em cima da sua linha de ensaio, e a marcar ensaios empurrando a defesa através do seu pack avançado, contrariando assim aquele que foi sempre um dos defeitos das selecções nacionais. Apenas nos alinhamentos Portugal não conseguiu equilibrar a contenda, permitindo que os gigantes fidjianos conquistassem posses de bola e provocassem alguns desiquilíbrios em contra-ataques rápidos jogados à mão.
Portugal fez um jogo imenso, com coração e muita inteligência, e uma equipa repleta de heróis onde ainda por cima faltaram alguns jogadores influentes como Gonçalo Malheiro.
Bem sei que este não será o local indicado para o dizer, mas que pena que em Portugal a ditadura do futebol ainda comande de forma tão avassaladora. Esta selecção vai para três/quatro anos para jogar no estrangeiro tinham que ser os seus jogdores a pagar as deslocações… Espantoso não é?! Imaginem o que faria esta equipa se tivesse como apoio os 25% que o Estado Português “investiu” num dos estádios do Euro 2004… Se a lógica de distribuição de subsídios é através dos resultados obtidos do que está à espera o país?


2005-11-21

O Fantasma ronda a Luz



Buuuuuuuuu Buuuuuuuu
Amanhã há jogo em Paris
Buuuuuuuu Buuuuuuuuu
Veiga, Koeman, Vieira
Buuuuuuuuu Buuuuuuuu


Provavelmente a personagem mais idolatrada e mais consensual dos sócios do Benfica, aposto!
Gostava que fizessem uma sondagem, até por certo o Rei Eusébio ficava atrás! Como benfiquista gostava e quero, claro, que o Benfica ganhe amanhã. A táctica é fácil, basta deixar o Beto no banco e amarrar o treinador no quarto do hotel sem telefone de maneira a que leia o jogo mas não o deixem fazer substituições. Acima de tudo já percebi há muito que o Vieirinha está refém do Veiguinha, e sendo assim não há Camacho para ninguém. Pena só o Benfica é que perde.
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2005-11-19

Sr. Koeman Arriverdeci please!!



  1. Braga- Benfica


    Lá vou eu malhar no homem!!
    Perseguição só pode!!

    Deixem-me adivinhar os pensamentos-
    Hipótese 1
    " Aquele gajo do Cajuda lançou-me um feitiço"
    h.2
    "Se o Simão jogar só uma parte tenho desculpa dos sócios"
    h.3
    " Se eu tirar o Beto ele vai ficar chateado comigo"
    h.4
    "Faltam dez minutos e o Braga empatou, tenho que segurar este ponto e entra o Ricardo Rocha mas quem sai? o Beto não, então quem? talvez o Nuno Gomes ? não há mais nenhum avançado? é melhor ter calma e esperar por um frango na outra baliza até porque a Académica ganha nas Antas e eu mais uma vez vou-me rir do Adriaanse mas tiro quem? é melhor esperar, não te precipites, lembra-te do Trappatoni! Que grande treinador! quem sai?"
    h.5
    "Calma, o Veiga defende-me como ninguém, pronto vou arriscar mas só hoje, sai o Nuno Gomes e entra o Ricardo Rocha para calar estes sócios que só querem ganhar, ganhar... que chatos, não pode ser sempre!..."

    Se continua neste ritmo, sou capaz até de chamar o Toni?! imaginem só o desespero!!


    F.C.Porto-Académica

    Só queria salientar as palavras do Ricardo Quaresma que no final do jogo da Selecção de sub-21 disse que o objectivo dele é participar no Mundial com os AA. A jogar assim és titular de caras mas cuidado se o Scolari te ouve já não tens hipótese nenhuma. O Hugo Viana, o Postiga, o Frechaut ou o Jorge Ribeiro vão mas tu? fala baixinho, e diz aos jornalistas para dizerem mal de ti e talvez embarques para a Alemanha!!
    Jogo bem disputado com lances de génio deste talentoso jogador formado- não esquecer!- nas escolas do Sporting.
    Se Lucho e Lisandro o acompanharam com distinção é de toda a justiça lembrar dois golaços, o do Marcel e o do César Peixoto. Ora bem, sr Luis Guilherme consegue explicar isto?
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Futebol escreve-se com F de Farense


Agora que resido em Faro, o que me faz por assim dizer parte desta cidade, é com enorme desagrado que recebo a notícia que há muito pairava no ar: a extinção do futebol profissional do Sporting Clube Farense. Clube-baluarte nas últimas duas décadas do futebol algarvio, habituou-nos à excelência da sua cultura futebolística, nomeadamente desde que por lá passou essa lenda viva chamada Paco Fortes, cujo bom trabalho realizado culminou com a primeira e única presença numa prova europeia na década de 90 (se bem que foi o rival Portimonense o primeiro clube algarvio a atingir esse feito, salvo erro na já distante época 1985/86). Acrescente-se a isto o facto de haver um estádio fantástico completamente às moscas que, julgo, apenas recebe jogos do vizinho Louletano, além dos da selecção nacional, para o panorama ser ainda mais dramático. Para termos uma visão de quão grave é a situação do futebol português, ateste-se o exemplo da Fiorentina em Itália: abriu falência, mudou de nome e foi, tal como o Farense, relegado para os escalões inferiores. Contudo, e tal como Lázaro, a Fiorentina ressuscitou e em apenas duas temporadas ei-la regressada à série A, onde até há bem pouco tempo pontificava o nosso conhecido Miccoli. Ou seja, boas gestões dão, mais cedo ou mais tarde, os seus frutos. O Nápoles é apenas a outra face visível do problema. Ao que parece queda-se pela série C, sem grandes progressos...
Claro que nem o Farense é a Fiorentina (possui vistoso palmarés), nem Portugal é Itália, se bem que neste país o futebol começa a apresentar sintomatologias que ajudaram a agudizar o nosso, como a falta de espectadores. À míngua de recursos financeiros que solvessem de vez o problema (o Farense devia dinheiro a antigos jogadores, por isso não podia inscrever jogadores e jogava com os juniores), a solução mais viável foi fechar portas. Se a maioria dos clubes tivesse tomado esta posição mais cedo, o Sporting Clube Campomaiorense há anos atrás foi o primeiro a fazê-lo, esta crise não tinha atingido as proporções desmedidas. E isto é apenas a ponta do icebergue. De facto, o rei vai nu, e urge fazer alguma coisa rapidamente, sob pena de a conjuntura vir a agravar-se ainda mais. Para quando campeonatos profissionais com 10/12 equipas, a três voltas com o último jogo a ser disputado em campo neutro? Fica o recado para a classe pensadora do futebol indígena...


2005-11-09

Estados gerais urgentes


V.Setúbal, Ovarense, Estoril, E.Amadora já em Novembro? Mas que diabo ninguém mete mão nisto? Os estádios continuam a esvasiar e até o do campeão está longe de encher!! Ainda não perceberam que carregar os preços para o povo lusitano é mais uma das afrontas recentes?
Não meus senhores, já ninguém acredita em vocês dirigentes medíocres e sem capacidade de captar novos públicos.
Congresso Nacional ou estados gerais já!!

Tó Rosa


(C)Ajuda, está aí?


Findo quase o primeiro terço do nosso campeonato e aproveitando a (outra?!) paragem dos clubes em provas oficiais é de todo o interesse fazer uma pequena reflexão aos dados já disponíveis.
Primeiro, as opções dos treinadores do país da laranja mecânica, estão a por os adeptos em constante frenesim e a obrigá-los a não se esquecerem do lencito no bolso antes de entrarem nas respectivas catedrais dos contribuintes portugueses.
- então não é que o sr. Koeman ainda não ganhou nenhum jogo desde que o mr.Cajuda o apelidou de medroso? Coincidência? Medo? pelo menos já ataca ferozmente a arbitragem mas eu tinha a sensação que os holandeses eram calmos e sem fantasia para estes filmes lusitanos de desculpa sistemática.
- sou sincero, só não vendia o Simão em setembro porque não havia alternativa no timing de aquisição de outro jogador mas a jogar assim, espero que seja em Janeiro um grande encaixe e se busque outro jogador com pelo menos esta qualidade. Luque?Denilson?
- sabiam que o treinador da Naval tem um cão benfiquista? haja algum que enfrente o Bobby ou o Tareco
-Adrianse emendou mas ainda não conseguiu a eficácia desejada perante o jogo morno e q.b. que agora apresenta
- O sporting foi o primeiro dos grandes a usar o chicote mas se os outros continuarem com estes resultados teremos mais em perspectiva. Não sr. Koeman, não há qualquer perseguição pessoal, apenas não imagino outro treinador sem ser o Camacho nesse lugar, percebido sr. Veiga?
-Cadú, bem este tipo de jogadores?! que passam o jogo inteiro a dar pontapés, pisadelas, arranhões, puxões deviam ter sumaríssimos anuais, quando vejo este jogador apetece-me virar de canal e comparar com os leões assanhados do discovery channel.
- Braga, não há novidade nestes números apenas uma confirmação de uma equipa que não é obrigada a outra meta que não a UEFA mas que é claramente candidata à Champions (3) e com a regularidade se verá ou não para o título.

Em baixa: Belenenses que grande desilusão; Vitória de Guimarães sem pontos em relação à qualidade futebolística; Estádio municipal de Leiria, que se passa na sociedade leiriense? está na hora de saber a verdade e perceber este isolamento em relação à assistência

Em alta: Manuel Machado, excelente trabalho na linha do Moreirense e Vitória, pena que o pau de marmeleiro do avô apenas apareça contra o Benfica, lembram-se do Guimarães no ano passado no Dragão? eu ainda não esqueci e sem marmeleiro, recorrente!; Vitória de Setúbal uma lição de humildade e ética (jogadores!) de vida.

Surpresa: Nélson, estou de facto rendido; Norton de Matos profundo conhecedor do mercado afro-gaulês e bem transportado para os moldes Portugueses

Confirmação: sem dúvida Quaresma, Hugo Almeida, Marcel; a defesa do Sp. Braga com o envolvimento colectivo;

Finalmente: os responsáveis da arbitragem abrem o peito às balas introduzindo um novo dado na aritmécia político-desportiva, preparem-se!! Habemus Arbitragem?

Tó Rosa


2005-10-27

Leixões-Benfica


Simão em grande


Simão aos 11 minutos faz um golo fantástico. Simão aos 85 faz outro golo igualmente fantástico. Pelo meio um jogo bem disputado, equilibrado, com uma equipa da liga inferior a lançar a sua táctica em clara afronta ao campeão nacional. Também o Leixões marcou um golo fantástico depois da equipa ter entrado muito nervosa. A pressão do Benfica era intensa e começava bem junto à sua defesa. Inclusivamente foi um dos jogadores mais experientes do Leixões, Jorge Duarte, quem perde a bola na jogada do primeiro golo da partida.
Nos primeiros 20 minutos de jogo o ataque do Leixões, procurava aproveitar os espaços entre os laterais e os centrais do Benfica. Sem um ponta de lança claro, as triangulações nasciam no meio-campo para tentar romper a defesa do Benfica, onde Anderson esteve seguro, ao contrário de Ricardo Rocha, mais intranquilo.
À meia-hora, o jogo estava amorfo, logo muito perigoso para a equipa que estava a ganhar. No seu primeiro pontapé de canto, o Leixões, marca-o para o interior da pequena área, junto ao primeiro poste. Tentativa clara de testar Rui Nereu. Segundo canto marcado directo à baliza, mas desta vez para o segundo poste. Rogério Gonçalves delineou uma estratégia clara de busca do erro do jovem guardião do Benfica nos lances de bola parada. O golo do Leixões irá nascer de um livre descaído para a esquerda da defesa do Benfica. Enquanto todos esperavam o centro, Nuno Amaro remata directo com intencionalidade. Não podemos afirmar que houve culpa de Rui Nereu, mas a inexperiência revelou-se, uma vez que a bola até entrou na área central da baliza. Mérito ao Leixões pela exeução de Nuno Amaro e pelo trabalho de casa muito bem estudado.
Numa primeira parte de bom futebol e belos golos destaque pela positiva para Malafaia, Guerra e Nuno Amaro, no Leixões, e Simão e Anderson no Benfica.
A Segunda parte começa com as duas equipas a recordarem-se permanentemente que este era um jogo a eliminar, evitando o erro e travando antecipadamente qualquer jogada de perigo. O Leixões acumulava cartões amarelos e problemas físicos. Até aos 65 minutos o jogo foi bem fraquinho. A partir daí, a maior frecura do Benfica permite-lhe ganhar ascendente. O aparente domínio do campeão nacional era aproveitado pelo Leixões para se lançar no contra-ataque com Marco Cadete e Jorge Gonçalves. A perda de bola Anderson aos 82 minutos vem no seguimento destas previsões escritas em tempo real.
Com Karyaka em campo o Benfica ganhou maior capacidade de circulação de bola e uma presença na área que Karagounis nunca conseguiu garantir. Algo lento e macio, Karyaka possui muito bom toque de bola e confere maior profundidade ao ataque com desmarcações geométricas, subtis que se revelam muito perigosas. No entanto, quem resolveu o jogo foi o actor do costume: Simão Sabrosa. Um golo extraordinário. Só um golo destes conseguiria colocar em silêncio e sentados nas cadeiras os fervorosos adeptos do Leixões. Pelo contrário os jogadores leixonenses lutaram bravamente, mas Simão é o melhor jogador português na nossa Liga, pela sua consistência e capacidade de criar desiquilíbrios. Assim sendo ganhou a equipa com mais argumentos, que sem fazer um jogo extraordinário, mostrou que já possui aquela velocidade de cruzeiro das equipas que ganham títulos e confiam nas suas capacidades. De fora ficaram só Quim, Nélson, Luisão, Petit, Geovani, Nuno Gomes e Micoli. Dá que pensar.Foi antes de mais um bom jogo de Taça. Com a festa de actores pouco comuns e a intensidade de um jogo a eliminar.
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2005-10-20

A injustiça mora aqui!


Zenith S.Petesburgo- V.Guimarães taça UEFA
Um escândalo, um ultraje, uma calúnia, uma mentira o resultado que o Vitória teve hoje diante do Zenith.
Lá longe, para os lados de S.Petesburgo, a equipa de Guimarães cilindrou e massacrou uma equipa russa protegida pela sorte, por alguma imaturidade vimaranense em alguns lances (custou expulsar o russo!) pelo àrbitro e pelo destino que não quis fazer do Vitória um justíssimo vencedor. Como é possível ainda existitem arbitragens destas nas provas da UEFA? Até o sr. Luis Guilherme se riu com certeza.
Quem joga desta maneira e com este mestria devia ter mais pontos que um bando de azuis que sem quererem e merecerem, ganharam o jogo. Na equipa Portuguesa sobressaíram claramente Benachour e Neca. O Tunisino revelou pormenores extraordinários dignos de um jogador acima de qualquer suspeita. Fintas, passes, cruzamentos, centros e remates com qualidade, mostraram um cartão de visita de um jogador que vai singrar rapidamente no futebol europeu de alto nível. O ex-belenense, foi o pêndulo de meio-campo que assegurava as devidas compensações entre a inexperiência de Targino, as fugas de Benachour e a pouca disponibilidade ofensiva de Svard.
Tendo apenas dez jogadores em campo durante 40 minutos, o Vitória criou oportunidades não para ganhar mas para golear esta equipa russa que ainda deve estar no balneário a perguntar como conseguiram ganhar este jogo.
Depois de um dia em que o F.C.Porto venceu com alguma felicidade, voltamos novamente à sina das equipas portuguesas na UEFA. Depois do Sp. de Braga, a infelicidade voltou ao Minho.
Uma palavra de apreço para Jaime Pacheco que conseguiu em pouco tempo pegar num plantel com muitos jovens e 16?! aquisições e pô-los a destilar futebol desta maneira. Boa sorte para o próximo jogo. Bem merecem.


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